seg. out 18th, 2021

Dados comparam registros de janeiro a setembro deste ano e do ano passado. Segurança destaca criação do Gefron; integração das polícias e retomada do presídio.


Segurança divulga redução de 35% nas mortes violentas do AC em um ano; 100% dos feminicídios foram elucidados — Foto: Reprodução/Ithamar Souza

Segurança divulga redução de 35% nas mortes violentas do AC em um ano; 100% dos feminicídios foram elucidados — Foto: Reprodução/Ithamar Souza

A Secretaria Estadual de Segurança Pública do Acre (Sejusp) fez uma coletiva nesta segunda-feira (4) para apresentar resultados de ações feitas nos últimos nove meses e uma dela foi a redução de 35% nos registros de mortes violentas no estado. Os dados comparam janeiro a setembro do ano passado e deste ano.

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São consideradas mortes violentas homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais.

Segundo os dados, que são do Observatório de Análise Criminal do Ministério Público Estadual (MP-AC), no ano passado foram 242 mortes violentas no período avaliado, enquanto neste ano esses registros caíram para 157, ou seja 57% a menos.

O secretário de Segurança, coronel Paulo César, voltou a atribuir a queda à criação do Grupo Especial de Fronteira do Acre (Gefron), integração das forças e a retomada do presídio pelo poder público.

“Essa redução se dá em decorrência de três pilares; a imposição de normas disciplinares nos ambientes prisionais e socioeducativos do Acre no sentido de garantir a perfeita execução da pena à luz do Estatuto da Criança e do Adolescente e da lei de execução penal; a integração das forças estaduais de segurança pública por meio de forças-tarefas e agências de inteligência e, por fim, independentemente de competência institucional o Estado ter assumido a responsabilidade de combate aos crimes transfronteiriços através da criação do Gefron e da integração das cinco forças da Polícia Militar e Civil no Programa Nacional de Segurança das Fronteiras e Divisas [Vigia], destinado ao controle de nossas fronteiras”, destacou.

O coronel destacou também que tem apostando nos trabalhos de inteligência das polícia para prevenir crimes.

“Nós temos também as ações de prevenção primária e secundária por meio do programa Acre pela Vida, que potencializa suas estratégias e ações naquelas regiões onde o crime se apresenta de forma mais veemente, especialmente no Segundo Distrito da capital, onde nossas ações têm se concentrado”, pontua.

Sobre as duas execuções no fim de semana na fronteira, o secretário informou que está indo equipes de reforço ao local e que já foi identificado um boliviana como autor dos crimes. Segundo o coronel, ele saiu do presídio em Cobija há poucos dias e os crimes têm ligação com grupos criminosos.

Polícia Civil

Representando a Polícia Civil, o delegado geral, Josemar Portes, destacou os trabalhos de elucidações. Segundo ele o índice de resolutividade da Polícia Civil é de 65% nos casos de homicídio.

Ele aproveitou para destacar os altos números de casos de feminicídios. Nos últimos três anos, foram 37 feminicídios e todos elucidados.

“Nós temos 100% de resolução nos casos de feminicídios, não é comemoração, mas é um dado. Todos os feminicídios foram solucionados e também tivemos mais de 5 mil inquérito enviado da Delegacia Especializada da Mulher para o Judiciário, porque sabemos que isso inibe uma ação mais gravosa. Mas, isso nos faz refletir, porque a violência doméstica e familiar no nosso estado ainda é bastante expressiva e por isso pedimos que todos os órgão foquem em ações educativas”, destaca.

Portes destacou ainda que a Polícia Civil contou com reforço do último chamamento, mas que ainda é necessário mais pessoas. Além disso, diz que a instituição tem focado em ferramentas tecnológicas.

“Precisamos de incremento de recursos humanos, somos 100 a menos do que éramos há alguns anos. Mas, tivemos avanços em investimento em áreas tecnológicas que maximizam nossas investigações”, diz.

Gestores da Segurança Pública falam sobre redução em números da criminalidade no Acre

População carcerária

O presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC) destacou a redução carcerária no último ano. Em maio, o Monitor da Violência destacou essa redução de 26%, sendo que em 2020, a população carcerária do Acre era de 8.174 pessoas, já este ano, esse número caiu para 6.043, sendo 1.992 de presos provisórios.

“Essa redução não pode ser ligada somente a um fator pandêmico, mas são ações de políticas de Segurança que vem sido desenvolvida desde 2019, quando houve a retomada dos presídios. Além da capacitação dos servidores e entrega de equipamentos e armamentos”, pontua.

No final de 2019, os agentes penitenciários passaram a ser policiais penais e, com isso, no início de 2020, a Polícia Militar que reforçava a segurança no presídio saiu das cadeias. Segundo Cunha, a falta de efetivo é uma problema, que deve ser resolvido com o anúncio de um concurso.

No entanto, ele destaca que o Iapen também apostou em tecnologia, implantando scanners corporais nas unidades da capital e também interior.

Colaborou Murilo Lima, da Rede Amazônica Acre.

fonte; g1acre