seg. maio 23rd, 2022

Em um esforço conjunto, os vereadores de Rio Branco passaram mais de 17 horas em uma sessão extraordinária que começou na sexta-feira, 22, e só terminou na madrugada deste sábado, 23, analisando nas comissões e votando os Projetos de Lei encaminhados pelo prefeito Tião Bocalom. Após oito horas de debate, os vereadores tinham votado 4 dos 10 PL’s enviados à Câmara. Os servidores municipais desde cedo acompanharam a discussão e fizeram pressão em frente à Câmara da capital acreana. Após a primeira votação, a sessão voltou a ser suspensa para que as comissões voltassem a analisar os demais projetos.

Um dos projetos mais esperados era o da educação. Apesar das várias emendas propostas, a base rejeitou todas e o projeto foi aprovado na íntegra, como enviado pela prefeitura, o que provocou discussão entre os vereadores. “A base do governo disse que se as emendas fossem aprovadas, o governo teria um gasto de mais de R$ 15 milhões de reais. Quero lembrar aos vereadores que essa casa, com meu voto contrário, claro, aprovou uma reforma administrativa criando novos cargos que custa R$ 15 milhões aos cofres públicos. No meu entendimento, servidor tem que ser prioridade em relação a cargo comissionado”, disse o vereador Emerson Jarude (MDB).

A vereadora Michelle Melo (PDT) foi outra que reconheceu os avanços, mas não ficou satisfeita com a derrubada das emendas. “Reconheço que é um avanço, mas não estou 100% satisfeita. Dizer que um salário de R$ 1,4 mil reais bruto é pouco. Esse profissional ainda vai receber muito pouco pelo seu trabalho”, explica.

Uma outra reclamação é que as novas regras vão deixar mais difícil a progressão funcional dos servidores da educação.

Para os vereadores da base governista, todas as categorias serão beneficiadas e Bocalom entra para a história por ter dado o maior aumento aos servidores públicos nos últimos anos.

Os servidores públicos do município voltam a ter aumento salarial após cinco anos. Entre o reajuste se destaca o valor do salário mínimo que passa em Rio Branco a ser de R$ 1,4 mil reais, acima do salário mínimo nacional que é de R$ 1,2 mil reais.

O reajuste atinge todas as categorias do funcionalismo público municipal. Na saúde, o destaque foi para o aumento do salário de um médico que pula de 2 para 9 mil reais, além do aumento do valor do plantão extra para todos os profissionais.

Era uma e meia da manhã quando o último Projeto de Lei foi aprovado pelos vereadores e o presidente da Câmara, N. Lima (PP) encerrou a sessão extraordinária.

Vale ressaltar que apesar das discussões em um tom elevado em alguns momentos por conta de emendas derrubadas pela base, os Projetos de Lei foram aprovados por unanimidade.

Por Ac24Horas