seg. jun 27th, 2022

Grupo protestou em frente à UPA Franco Silva nesta quinta-feira (9). Em nota, na quarta-feira (8), governo disse que reivindicações estão em análise pelas equipes técnicas.


Com caixões e cruzes, servidores da Saúde protestam em frente à Aleac e pedem atualização do PCCR — Foto: Eldérico Silva/Rede Amazônica Acre

Com caixões e cruzes, servidores da Saúde protestam em frente à Aleac e pedem atualização do PCCR — Foto: Eldérico Silva/Rede Amazônica Acre

Usando cartazes com fotos de servidores da saúde que morreram vítima da Covid-19, a categoria protestou em frente à Assembleia Legislativa do Acre nesta segunda-feira (13) para exigir a atualização do plano de cargos e carreira, além do cumprimento do acordo assinado no mês de junho, quando a greve foi suspensa com a promessa de que seria feito concurso público até o final deste ano.

O que a categoria pede:

  • Concessão do adicional de etapa alimentação no valor de R$ 700 a partir de março/2021;
  • Reposição salarial dos exercícios 2019, 2020 e 2021 a partir de março de 2021;
  • Publicação do edital de concurso público efetivo para a saúde, ainda em 2021;
  • Resposta definitiva sobre as datas de concessão da sexta parte e licença prêmio dos servidores “irregulares”;
  • Resposta positiva sobre a concessão ainda que escalonada do novo PCCR.

O Sindicato dos Servidores da Saúde do Acre (Sintesac) também levou um caixão e cruzes para homenagear os colegas vítima da pandemia. A categoria tem feito constantes protestos para chamar atenção. No último dia 9, eles se concentraram, eles ficaram em frente à UPA Franco Silva.

No mesmo dia. houve atos também em Sena Madureira e Mâncio Lima. No dia 8, os servidores da Saúde do Acre protestaram e fecharam as Ruas Nações Unidas e José de Melo, em frente ao Pronto Socorro de Rio Branco.

No dia 25 de novembro, a categoria já tinha feito uma paralisação de 12 horas para pressionar o governo. Conforme o sindicato informou, os protestos devem continuar nos próximos dias.

Ribamar Falcão trabalha na Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre) e diz que a negociação com o governo do estado não tem avançado. Ele destaca ainda que vários servidores estão passando necessidade devido aos salários defasados.

Sintesac pede melhores condições de trabalho  — Foto: Eldérico Silva/Rede Amazônica Acre

Sintesac pede melhores condições de trabalho — Foto: Eldérico Silva/Rede Amazônica Acre

“O que estamos reivindicando é apenas nosso PCCR. São 22 anos com perdas e a gente tem tentado negociar com o governo, que até agora só tem feito promessas ao vento, promessas não cumpridas, a Saúde está um caos e falta pão na mesa do servidor. O servidor público está reivindicando de uma maneira flexível, dócil, sem prejuízo à população. Agora já o governo já está gerando prejuízo porque o servidor está passando necessidade”, diz.

Em junho, em um documento assinado por ambas as partes, o governo se comprometeu a pagar insalubridade de 20% de julho a dezembro de 2021 para os servidores que trabalham em ambiente insalubre; a implementação do novo laudo técnico das condições do ambiente de trabalho, publicação de concurso público efetivo até o fim deste ano, abonar falta dos servidores grevistas, entre outras demandas da categoria.

Alegando que não foi cumprido o acordo, a categoria que suspendeu a greve na época voltou a protestar.

O g1 entrou em contato com a porta-voz do governo, Mirla Miranda, para saber o posicionamento do governo, mas não obteve retorno até esta publicação.

Colaborou Eldérico Silva, da Rede Amazônica Acre.

fonte: g1acre