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Há três anos era confirmado o primeiro caso de Covid-19 no Brasil.

ByEdnardo

fev 27, 2023

Há três anos era confirmado o primeiro caso de Covid-19 no Brasil.

Pixabay Autoteste de covid-19 com resultado positivo.

O Ministério da Saúde confirmou no dia 26 de fevereiro de 2020 o primeiro caso de Covid-19 no Brasil . O infectado foi um homem de 61 anos que havia chegado de viagem da Itália, na região de Lombardia. O paciente deu entrada no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo e permaneceu em quarentena por 15 dias.

Residente da capital paulista, o primeiro caso esteve em território italiano entre os dias 9 e 21 de fevereiro. Ao chegar no Brasil, ele procurou um serviço de saúde com sintomas respiratórios. Ao realizar o teste para a doença e positivar, outras 30 pessoas da família do paciente foram colocadas em observação.

Na época, o então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que já era esperada a circulação do vírus, mas que, diferente dos demais países com transmissão, o Brasil ainda não está no inverno – período em que há maior risco de contágio. “É mais um tipo de gripe que a humanidade vai ter que atravessar. Das gripes históricas com letalidade maior, o coronavírus se comporta à menor e tem transmissibilidade similar a determinada gripes que a humanidade já superou”, disse o chefe da pasta no dia 27 de fevereiro de 2020.

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Três anos depois, o Brasil soma mais de 37 milhões de casos, segundo o Ministério da Saúde. Em março e abril de 2021 houve um grande pico de pessoas infectadas no país, chegando a bater 79.298 óbitos somente no terceiro mês do ano. Em 8 de abril foi o dia com mais registros de mortes, chegando a 4.249.

Ao iG , Paulo Petry, doutor em epidemiologia pelo Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, atribuiu o pico de casos e mortes por Covid-19 a um conjunto de fatores, como, por exemplo, o relaxamento das medidas não farmacológicas.

“Houve um certo cansaço, um certo desconforto e as vacinas eram muito incipientes. Houve também um relaxamento, algumas festas de final de ano, ida a praias e enfim ocorreu esse pico um ano após o primeiro caso no Brasil”, explica o epidemiologista.

Mortes

A primeira morte por conta do novo coronavírus no Brasil aconteceu em 12 de março, segundo o Ministério da Saúde. A vítima, Rosana Aparecida Urbano, de 57 anos, foi internada no Hospital Municipal Doutor Carmino Cariccio, na Zona Leste da cidade, um dia antes de falecer em decorrência da doença.

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Atualmente, segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), ocorreram 18 mortes nas últimas 24 horas e 2.934 mil novos casos. Ao todo, o Brasil soma 698.933 óbitos por Covid-19.

“Hoje nós temos quase 700 mil mortes e eu sempre gosto de lembrar, porque às vezes o número não impacta e na imaginação esse número equivale a 10 estádios, 8 estádios de futebol cheios de pessoas que perderam a vida. Isso impactou nas famílias, na economia, nas empresas, em tudo”, ressalta Petry.

Vacinação

Segundo dados do Ministério da Saúde, 85,8% da população brasileira está completamente vacinada contra a Covid-19. Até este domingo (26), foram 476 milhões de doses distribuídas e 399 milhões aplicadas.

Com o avanço da imunização, as estatísticas mostraram que os casos e os óbitos diminuíram consideravelmente. Para Petry, a vacinação é “a maior conquista da medicina em todos os tempos”.

“Há uma estimativa da Organização Mundial de Saúde, não só para a Covid, mas que as vacinas salvam 3 milhões de vidas ao ano no mundo. Então é sem dúvida uma medida de grande impacto, de grande valor. Se você analisar, a pandemia começa a declinar na medida que avançamos com a vacinação”, diz ele.

Segundo o epidemiologista, há uma estimativa de que 19 milhões de brasileiros não completaram o esquema vacinal de imunização contra o coronavírus. Para ele, “isso é muito perigoso”, visto que “qualquer doença infecciosa exige uma colaboração. Quando temos o que chamamos de imunidade coletiva, quando o vírus perde a potência”.

Variantes e sub-variantes

Desde o início da Covid-19 no mundo, diversas variantes , que são mutações que surgem à medida que vírus vai se espalhando, apareceram e causaram certo medo na população.

Segundo a Fiocruz, no Brasil, entre de janeiro de 2020 e maio de 2021, a principal variante encontrada foi a Gama, originada em território brasileiro, acompanhadas pelas linhagens B.1.1.28 e B.1.1.33 e depois pela P.1 e pela P.2, descobertas em Manaus.

Após esse período, a Delta, originária da Índia, começou a circular no Brasil. Segundo um levantamento feito pelo Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP) e pelo Instituto Adolfo Lutz, 95,2% dos registros da doença foram causados pela variante Delta e 4,06% pela variante Gamma em maio e junho de 2021.

Logo após, surgiu a Ômicron, registrada primeiramente na Àfrica do Sul. Essa variante é a que prevalece em território brasileiro até hoje, acompanhada de sub-variantes.

O epidemiologista explica que o SARS-CoV-2, vírus da Covid-19, estará sempre em circulação, por isso ainda há possibilidades de surgirem novas variantes, linhagens e sub-variantes.

“Há uma tendência de haver novas sub-variantes. Por isso recomenda-se que as pessoas tomem a dose bivalente da vacina. O vírus da Covid não vai embora, ele felizmente vai causar menos impacto, mas a gente precisa manter o calendário vacinal em dia”, alerta Petry.

Algumas capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre estarão com as vacinas bivalentes da Pfizer disponíveis a partir de segunda-feira (27) nos postos de saúde. A nova dose de imunização é eficaz contra as novas cepas e variantes da doença.

No primeiro momento, serão vacinadas pessoas com 70 anos ou mais; pessoas vivendo em instituições de longa permanência (ILP) a partir de 12 anos, abrigados e os trabalhadores dessas instituições; imunocomprometidos; e comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas.

A vacinação contra a Covid-19 ocorre nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nas Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas.

FONTE:saúde lg

By Ednardo