sex. ago 19th, 2022

Claudinei Sombra dos Santos alegou que Geovani de Souza, de 36 anos, tentou acertá-lo com um terçado e teve que atirar para se defender. Suspeito está preso em Mâncio Lima e deve passar por audiência de custódia nesta terça (18).


Claudinei Sombra dos Santos foi preso em flagrante quando carregava o corpo de um homem dentro de um barco  — Foto: Arquivo

Claudinei Sombra dos Santos foi preso em flagrante quando carregava o corpo de um homem dentro de um barco — Foto: Arquivo

Preso em flagrante suspeito de matar e decepar as pernas de um homem, Claudinei Sombra dos Santos, de 19 anos, alegou em depoimento que agiu em legítima defesa. Segundo ele, a vítima, identificada como Geovani Silva de Souza, de 36 anos, tinha pegado um terçado para matá-lo e ele teve que atirar para se defender.

O depoimento foi dado ao delegado responsável pelas investigações, José Obetâneo dos Santos, nesta segunda-feira (17). O suspeito foi flagrado por equipes do Exército Brasileiro carregando um corpo dentro de um barco no sábado (15) pelo Rio Môa, na zona rural do município de Mâncio Lima, interior do Acre.

Geovani de Souza foi morto com tiros, golpes de faca e teve as pernas decepadas. Claudinei dos Santos descia de barco pelo rio saindo da Comunidade Timbaúba em direção à Mâncio Lima quando passou pela base do Exército na Comunidade São Salvador. Os militares fizeram uma abordagem e perceberam que ele estava muito nervoso e, ao verificarem o barco, encontraram o corpo.

“Segundo ele, fazia o deslocamento da Comunidade Môa para a Comunidade São Salvador. Nesse deslocamento, percebeu uma pessoa acenando no barranco do rio e se dirigiu para saber o que essa pessoa queria. Lá, conversaram, beberam e o rapaz [vítima] embarcou no barco dele e desceram o rio. Suspeito falou que tinha um terçado e uma arma artesanal no barco e quando se virou percebeu que o Geovani tinha se apossado do terçado”, contou o delegado.

Ainda segundo o depoimento do suspeito, Geovani de Souza tentou acertá-lo com o terçado e ele atirou. Porém, para o delegado, a versão do suspeito não é verídica e têm informações desencontradas.

“Quero saber o que aquela vítima, que não é da comunidade, fazia lá. Essa é a linha da investigação. O porte físico da vítima é superior ao autor, então, segundo o médico legista disse, o tiro foi de cima para baixo, acertando a cabeça da vítima, têm golpes de terçado, inclusive as vísceras da vítima estavam expostas. Têm algumas situações que não estão claras e, por isso, preciso investigar melhor”, confirmou.

O suspeito alegou também que não conhecia a vítima. José Obetâneo acrescentou que vai tentar ouvir familiares do suspeito para saber mais detalhes do crime. Aparentemente, o homicídio não teve testemunhas, mas o delegado desconfia da participação de outra pessoa na morte.

“Na realidade, temos uma incidência grande de tráfico de drogas naquela região. A vítima nasceu em Cruzeiro do Sul, mas, segundo informações, estava residindo em Rio Branco. Quero saber o que estava fazendo para cá e, a partir daí, trabalhar melhor a dinâmica do crime. A princípio, tipifiquei o crime por motivo fútil, mediante traição ou emboscada ou qualquer outro meio que tenha dificultado uma reação da vítima”, concluiu.

Claudinei dos Santos deve passar por audiência de custódia nesta terça-feira (18).

fonte: g1acre