sex. ago 19th, 2022

A Polícia Federal apreendeu mais de R$ 100 mil reais em espécie durante a operação Sand Castle – Castelo de Areia,  deflagrada nesta terça-feira, 7, em Cruzeiro do Sul, Marechal Thaumaturgo e Rio Branco. Uma arma também foi apreendida, além de um cordão de ouro.

Além da casa do vice-prefeito de Marechal Thaumaturgo, Valdelio Furtado (PP), a polícia também teria ido à casa do vereador de Cruzeiro do Sul, Márcio da Farinha (PSDB), no bairro Telégrafo.

A PF esteve em residências e escritórios de empresários do setor de construção civil em Cruzeiro e Marechal.  Ainda não há informações se a polícia esteve na residência do prefeito de Marechal Thaumaturgo, Isaac Piyãko, que está em viagem para o Rio Breu.

Foram cumpridos 23 mandados judiciais de busca e apreensão, sendo 15  na cidade de Marechal Thaumaturgo, 7 em  Cruzeiro do Sul e 1 em Rio Branco.  Não há informações sobre prisões.

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Operação Castelo de Areia

A investigação que resultou na Operação Castelo de Areia teve início no ano de 2020. Está sob investigação a  contratação de empresas que, embora legalmente constituídas, não contam com estrutura física e logística para implementar obras no município.  São  empresas de fachada, que ganharam  certames por meio de fraude à licitação, com objetivo de lavar dinheiro proveniente do desvio de recursos públicos, ocultando a verdadeira identidade dos sócios e causando prejuízo de mais de R$ 6 milhões ao município de Marechal Thaumaturgo, somente nos anos de 2017 a 2021.

Durante os trabalhos de investigação a polícia descobriu que empresários, servidores públicos e laranjas, utilizavam a construtora e outras duas empresas, para direcionar licitantes vencedores através de fraude na entrega dos documentos, promovendo uma espécie de rateio das contratações entre as empresas participantes.

Segundo as apurações, só no ano de 2020, foi pago o total de R$ 1.646.918,15 (um milhão seiscentos e quarenta e seis mil novecentos e dezoito reais e quinze centavos) a empresa que não possuía sede, um único funcionário registrado e cuja sócia administradora além de receber Auxílio emergencial em razão do COVID-19, é beneficiária do Programa Bolsa Família do Governo Federal.

Os crimes investigados são de fraude à licitação, desvios de recursos, lavagem de dinheiro, organização criminosa e estelionato previdenciário no município de Marechal.

fonte: ac24horas