seg. maio 23rd, 2022

Cinco carros com suspensão a ar foram substituídos por ônibus rígidos, com suspensão a molas devido os buracos. Viagem de Rio Branco até Cruzeiro do Sul está demorando até 15 horas pela estrada.
Por Alcinete Gadelha e Agatha Lima, g1 AC e JAC1 — Rio Branco

12/03/2022 16h28 Atualizado há 2 minutos
Ônibus precisou ser guinchado após quebrar na estrada — Foto: Arquivo pessoal
Ônibus precisou ser guinchado após quebrar na estrada — Foto: Arquivo pessoal
A situação crítica da BR-364, sentido Rio Branco, Cruzeiro do Sul, no interior do Acre fez com que a empresa que realiza o transporte intermunicipal entre as duas cidades tirasse os ônibus com suspensão a ar de circulação, nesse período de inverno, quando os buracos e erosões deixam as condições da via ainda piores.
“A gente tirou os carros com suspensão a ar. A suspensão a ar para rodar onde tem buracos é ruim porque fica a todo tempo desbeiçando a bexiga, o ar vaza e acaba que o carro fica parado na estrada por horas, até restabelecer tudo. Então, a gente optou por retirar”, contou.
Com a situação, ele disse que foi feita a troca por carros a molas, que são menores.
“A gente colocou os carros com suspensão rígida, que é a molas. O da Double Decker é um carro maior, mais espaçoso e a diferença é essa. Pela parte da suspensão é mais confortável, porque a suspensão a ar você não sente a buraqueira. A suspensão rígida, que é a mola, você sente o balanço do carro. Nesse caso, são ônibus executivos, mas de um piso só. É o mesmo padrão executivo, mas vai ser sentido mais a questão dos buracos”, contou.
Dnit trabalha em trechos críticos da BR — Foto: reprodução
Dnit trabalha em trechos críticos da BR — Foto: reprodução
Ao g1, Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT-AC) informou que são feitos serviços de manutenção e que estão trabalhando com a intensidade proporcional aos recursos disponibilizados.
E ressaltou que enquanto a rodovia não for reconstruída, para corrigir as deficiências estruturais, ano após ano a criticidade vai aumentando. Isso é atenuado pela manutenção, mas não resolve o problema em definitivo.
DNIT-AC) informou que são feitos serviços de manutenção e que estão trabalhando com a intensidade proporcional aos recursos disponibilizados — Foto: Arquivo/DNIT
DNIT-AC) informou que são feitos serviços de manutenção e que estão trabalhando com a intensidade proporcional aos recursos disponibilizados — Foto: Arquivo/DNIT
‘Muito desgastante a viagem’
Para os passageiros, a viagem se torna um sacrifício de mais de 15 horas na estrada. A autônoma Marleide Oliveira relata o trajeto.
“Você sai de um buraco, cai no outro, todo tempo. Não tem como desviar, o motorista não pode correr muito que é perigoso ter um acidente na estrada, o ônibus vem pesado. Mas fazer o quê!?”, lamenta.
A viagem entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul tem uma distância estimada de mais de 600 quilômetros. O trajeto que corta alguns municípios, como Sena Madureira, Feijó, Tarauacá e Manoel Urbano, até chegar a Cruzeiro do Sul, geralmente é feito em um período de 8 horas, mas, com as péssimas condições da pista em boa parte da rodovia, o tempo dobra.
A passageira Cristina Fonseca saiu de Cruzeiro do Sul às 19h de quinta-feira (10) e deveria ter chegado na capital na manhã de sexta-feira (11), mas, durante o trajeto o ônibus quebrou e só conseguiu chegar na capital às 14h20, ou seja 19h de viagem.
“Está péssima. O trecho melhor é de Sena para Rio Branco, e até Tarauacá. De Cruzeiro do Sul até Tarauacá e Sena Madureira tá horrível, muito desgastante a viagem. Carro pequeno, então, nem recomendo”, falou.
Carros quebrados
O motorista Israel Souza conta que a realidade são ônibus quebrados ao longo da estrada.
“Na realidade a estrada está em péssima qualidade, como vocês já viram. A questão do ônibus quebrado são os buracos que não tem tráfego, é muito complicado. Tem vezes que as pessoas reclamam, mas não é culpa da empresa, a estrada tá de péssima qualidade”, pontua.

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fonte: g1 acre