qui. jun 30th, 2022


Navio de assistência hospitalar Doutor Montenegro em Cruzeiro do Sul — Foto: Diego Silva/Secom

Navio de assistência hospitalar Doutor Montenegro em Cruzeiro do Sul — Foto: Diego Silva/Secom

Em mais um ano de ação, o navio de assistência hospitalar Doutor Montenegro chegou a Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, e esta semana iniciou com os atendimentos de saúde da população da região do Juruá. As ações começaram na quarta-feira (2) pela comunidade Liberdade.

Essa é a 22ª missão da tripulação, denominada Operação Acre 2022. As equipes pretendem atender entre 15 a 20 mil moradores das cidades da região.

A operação ocorre até maio deste ano e vai passar, além de Cruzeiro do Sul, pelas cidades de Rodrigues Alves, Porto Walter, Marechal Thaumaturgo e Mâncio Lima, todas localizadas às margens do Rio Juruá.

O navio chegou em Cruzeiro do Sul no dia 29 de janeiro e no dia 31 foi feita uma reunião com as Secretarias de Saúde estadual e dos municípios onde a ação deve ocorrer para programar os atendimentos.

Atendimentos feitos pela equipe do navio de assistência hospitalar Doutor Montenegro em Cruzeiro do Sul — Foto: Arquivo/Marinha do Brasil

Atendimentos feitos pela equipe do navio de assistência hospitalar Doutor Montenegro em Cruzeiro do Sul — Foto: Arquivo/Marinha do Brasil

Atendimentos

 

Entre os atendimentos oferecidos estão: consultas médicas e odontológicas, cirurgias de pequeno porte, exames clínicos, laboratoriais, pré-natais, de mamografia e raio-X. Além de palestras educativas, distribuição de medicamentos e atenção farmacêutica. Não são ofertados atendimentos para casos de Covid-19.

Segundo o comandante do navio, capitão Raphael Siqueira, a equipe aguarda a subida do nível do Rio Juruá para poder seguir até as demais cidades da região.

“O navio encontra-se abarrancado aqui na Várzea aguardando o nível do Rio Juruá subir de tal forma que permita a gente a chegar nas cidades mais acima do rio, que são Porto Walter, Marechal Thaumaturgo e outras comunidades menores. Os atendimentos já foram realizados na comunidade Liberdade, nos dias 2, 3 e 4 de fevereiro. Se o nível do rio não subir, vamos fazer novos atendimentos aqui nas proximidades de Cruzeiro do Sul”, disse o capitão.

Expectativa da 22ª missão do Navio-Hospital é atender entre 15 a 20 mil pessoas na região do Juruá — Foto: Arquivo/Marinha do Brasil

Expectativa da 22ª missão do Navio-Hospital é atender entre 15 a 20 mil pessoas na região do Juruá — Foto: Arquivo/Marinha do Brasil

Nos três dias de ação na comunidade Liberdade, em Cruzeiro do Sul, foram atendidas cerca de 900 pessoas entre atendimentos médicos, odontológicos e de enfermagem, segundo o comandante.

A tripulação do navio é composta de 86 militares. Somente a equipe de saúde tem 30 militares, sendo seis médicos de várias especialidades, cinco dentistas, dois farmacêuticos, uma enfermeira e técnicos de enfermagem. Além disso, tem ainda dois militares responsáveis pela desinfecção dos ambientes de atendimentos em virtude da pandemia da Covid-19.

“Nossa expectativa é atender entre 15 mil a 20 mil pessoas, obviamente esse número depende do navio conseguir atingir as comunidades mais acima do rio. Em virtude da pandemia e das condições de navegabilidade, o navio já não vai até Porto Walter desde 2019 e no caso de Marechal Thaumaturgo desde 2016. Então, é uma grande expectativa para este ano para conseguirmos levar a atenção básica a essas comunidades isoladas”, afirmou o comandante.

Navio-Hospital

 

O navio de assistência hospitalar Dr. Montenegro é transferido por contrato de cessão entre a Marinha do Brasil e o governo do Acre.

Seu nome é uma homenagem ao médico acreano Manoel Braga Montenegro, nascido em 14 de março de 1927, à cabeceira do Rio Liberdade, distante 80 quilômetros de Cruzeiro do Sul. Filho de cearenses, a vida do profissional foi marcada pela simplicidade e disposição ao trabalho.

Em 1997, a embarcação foi entregue ao governo do Acre, na época sob o comando do ex-governador Orleir Cameli. Em sua missão inaugural, realizada no mesmo ano, o navio viajou quatro meses pelo Rio Envira.

Desde então, suas missões humanitárias quebram as barreiras do isolamento e levam atendimentos de saúde para quem habita regiões de difícil acesso no estado do Acre.

fonte: g1acre